Nighttime meeting new anxieties
Estou pra escrever este post já tem um tempo. Tem tanta coisa acontecendo, tanta coisa não acontecendo, tanta coisa pra acontecer que eu acabo sempre esquecendo ou deixando pra depois. Mas aproveitei agora a minha já comum falta de internet e a minha inspiração e o meu ócio pra fazer isso logo. Não gosto de esconder nada de ninguém, por isso sinto que tenho que falar disso seriamente pra que todo mundo entenda --na verdade não precisam entender, mas pelo menos saber o que realmente tá acontecendo. Para o inferno se não entenderem, até eu não entendo às vezes, mas a vida é assim mesmo, a decisão que eu tomei no momento parecia fazer algum sentido e ser a coisa certa a fazer, e às vezes me falta essa certeza. Mas, agora já é tarde, e só esperando mesmo pra ver o que vai acontecer. Já estou no ponto em que não me importo mais, já foi a noite em que me remoí pensando no que seria de mim se isso pudesse mudar de alguma forma negativamente o meu futuro, mas cheguei a conclusão que esperar mais um pouco não faria diferença alguma. O que eu preciso agora é outra coisa, e isso pode sim ficar para depois. E a decisão de postar isso aqui é simplesmente pelo fato de não ter que repetir a mesma história mil vezes, e acabar contando uma coisa pra alguém e não contar pra outra, e esperar a resposta e a compreensão que às vezes nem vêm. Por isso quem ler isso e me achar uma idiota, uma burra, uma infeliz, nem se dê ao trabalho de falar o que pensa. Eu já pensei tudo isso sobre mim e não levou a lugar nenhum. Faria você a diferença..? Se for pra pior, então nem tenta.
O que tá acontecendo é o que todo mundo sabe que sempre aconteceu comigo: "hey, você que não se encaixa, como você vai se enturmar?". É incrível como a ausência de pessoas queridas e verdadeiramente amigas fazem uma diferença enorme no fim do dia. Ainda mais para alguém como eu. Eu apesar dos meus momentos sozinha, gosto de estar rodeada de pessoas. Gosto de conversar e ouvir a opinião dos outros, etc. Eu sinto falta disso. Sinto falta de pessoas se interessando por mim e conversando comigo, e se importanto, me valorizando do jeito que sou. Eu há muito descobri que o importante era se amar primeiro, e sendo assim passei a gostar mais de mim. Percebi as minhas qualidades e também os meus defeitos. Lembro de uma coisa que nunca vou me esquecer: quando eu era menor, quando me elogiavam, eu simplesmente discordava. Não achava que era verdade, e logo esquecia. Não guardava aquela opinião pra mim e assim não fazia a minha opinião, me achando sempre inferior. Até que uma tia minha chamou minha atenção: "Quando alguém falar que você é bonita, que seu cabelo é bom, não discorde. Sorria e agradeça." Não é que as coisas ficaram mais fáceis? Eu acreditei nesse conselho dela. Apesar da distância que tenho dela agora e de todas essas coisas da vida, sei que esse foi um conselho sincero, verdadeiro. Mudou muita coisa em mim. Foi assim que aprendi a me valorizar, a analisar os fatos e chegar à conclusão de que sou mais do que eu penso. E sou tudo o que eu vou sempre ser, por isso, tenho que gostar de mim. Eu gosto de mim. Não querendo desviar do assunto, aprendi a gostar de mim e por isso nunca mais tentei ser outra coisa que eu não fosse. Gosta de mim quem gosta, não gosta quem não gosta, eu também não gosto de todo mundo e deixo claro isso. Quando não gosto, não gosto. Pra mim, é impossível ser um Aliócha Karamazov e amar tudo e ter paixão à tudo e apesar de achar algumas pessoas infelizes, não muda o seu amor por elas. E as apóia. Acho que é nessa hora que todo mundo podia ter um pouquinho de Aliócha, mesmo sendo um idiota.
Enfim, não mudei e mudei ao mesmo tempo, sei que não fui sempre assim mas que no fundo essa que sou agora sempre esteve em mim e vai sempre estar. Mas algumas características nunca mudam, principalmente em uma pessoa insegura como eu. Desde que me conheço por gente, sempre tive muitos amigos. Ponto. Os amigos que eu tenho são os amigos que eu sempre tive. Sem excessão. Estou falando dos amigos daqui. Porque quando se é mais novo, conversar sobre qualquer coisa com qualquer um é fácil. Você muito provavelmete não tem aqueles complexos do que que as outras crianças vão pensar de você, você só pensa que quer falar e fala, pronto. Amizade era muito fácil. Como já falei antes, sempre gostei de conversar, por isso amigos pra mim não era um problema. Até que a gente começa a crescer, e as pessoas começam a crescer, e você começa a pensar e formar a sua opinião, e os outros também, e começam a gostar de você, pelo que você é. E outros, começam a te chamar de gorda, e outros a zoar o seu cabelo. E outros, a nem notar você. Isso pra mim foi difícil porque eu sempre fui muito observadora, contando com o fato de não falar muito quando era deixada em paz. Eu era tímida. Sempre fui, e se a vida for realmente uma vaca preta como eu ultimamente só acho o que ela é, eu sempre serei tímida. É assim que eu sou. Apesar de me achar uma pessoa adorável na maioria das vezes, ou pelo menos suportável (viu como é bom saber se valorizar de vez em quando, hé-hé-hé), aquela sensação de não ser boa o suficiente vai estar sempre aqui dentro, e me assustar na necessidade de conhecer pessoas novas.
Isso tudo não foi um problema até eu ter que mudar de colégio, mas essa história todo mundo já tá cansado de saber. Aqueles problemas todos eu achei que já tinha resolvido, até ter que passar por tudo isso de novo. Apego material eu nunca tive, falta da minha família eu não senti, e eu nem sei dizer o porque, já que a nossa família era muito unida. Mas aí alguma coisa mudou: eu já não me sentia como antes, já não via as mesmas coisas como antes, minha insegurança tava maior do que nunca, e foi quando começou a ficar tudo pior. Não sei explicar, eu não conseguiria pôr em palavras tudo o que tá na minha cabeça: a verdade é que eu já passei madrugadas inteiras dando voltas na varanda e falando em voz baixa tudo o que tá acontecendo comigo, mas eu sou infeliz a ponto de não ter ninguém perto pra ouvir, e não ter uma caneta e um papel pra escrever. Esses momentos passam e eu me esqueço de todas as conclusões que eu chegava, e assim até agora. Por isso não vou entrar em detalhes, até porque com as pessoas que realmente importam eu posso conversar sobre isso, agora o resto acho que isso já é o suficiente. O que acontece comigo é que eu não consigo sair de casa pra ir pro colégio. Quando disse que tava acontecendo tudo de novo, é pq eu tive que mudar de colégio esse ano e simplesmente não me adaptei. Aquela que não se encaixa, não se adaptou. Ano passado, não sei bem o porque - talvez porque eu estava mais preparada, sabia que tinha que mudar desde junho do ano anterior - foi tudo mais fácil. Fiz amizades e gostava do colégio. Mas tive que mudar de novo.
E aí, começou tudo de novo. Já comecei faltando, pq na primeira semana de aula eu não tava matriculada em lugar nenhum. Depois, era uma batalha interna todas as manhãs para simplesmente ir tomar banho e sair para pegar o ônibus e ir pro colégio. Quando eu chegava lá, nada demais acontecia. Era normal. Passei as primeiras semanas sozinha, lanchando sozinha, mas isso não me deixou mal. O que me deixou mal eu nem sei o que foi, talvez a impressão de que tudo tava se repetindo e que o que nos deixou assim não acabaria tão cedo, ou o medo de ter que passar por isso ainda outras vezes. Não sei, mas me fez um mal tão grande. E o apoio das pessoas me faltou, porque do jeito que sou, não falei com ninguém e quase ninguém veio falar comigo. Verdade que conheci pessoas maravilhosas, mas também conheci as pessoas mais repugnantes que eu poderia ter conhecido. Pessoas que não me conheciam, não se interessavam em me conhecer, e mesmo assim me incomodavam pelo simples prazer de incomodar. E eu sabia que não era só comigo. Mas como já disse, não foi isso que acabou comigo: eu logo na mesma semana consegui esquecer e não me deixei levar, depois de um tempo até pararam de mexer comigo dessa maneira. Mas a luta interna continuava, e depois das férias de julho, tava muito pior. Eu não sei em quantas aulas eu fui, juro que não. Em pouco menos de dois meses de aula já, eu devo ter ido em apenas umas 15, contando com a semana de prova que eu não falto.
Não peço pra me entenderem, não me entendo também: era um inferno pra sair da cama, ou pra ir pro banheiro, pra sair de casa. Já fui capaz de sair de casa e me esconder no andar de cima, mas não ir pro colégio e dizer que eu fui, só para minha mãe não se estressar mais. Isso aconteceu há duas semanas atrás, e no dia seguinte, faltei de novo, e chamaram minha mãe ao colégio. Segunda era dia de prova, e eu sei que se eu faltasse eu não pisaria no colégio de novo. Sabe o que é passar toda a noite com ataques de ansiedade e não conseguir dormir? Quando eu dormi, dez minutos depois já tava na hora de levantar. Não fui. Tive uma segunda chance, me deram a oportunidade de fazer a segunda chamada do dia na semana que estamos agora, e o resto das provas eu podia fazer aqui em casa. Mas depois, eu teria que voltar lá, é claro. Eu não teria aula particular, isso já é demais ha. Fiz na terça as provas do dia, morri estudando de madrugada, mas os outros dias simplesmente não consegui.
Digo novamente: não quero que vocês entendam, isso não tem uma explicação tão fácil assim. Só é difícil pra mim porque é a segunda vez que isso acontece e podem me entender de maneira errada. Eu não sou vagabunda e não sou uma inútil, a ponto de perder outro ano assim, ainda mais faltando tão pouco tempo. Eu só preciso ter um tempo pra mim, pra colocar a minha cabeça no lugar, pra fazer o que eu gosto e pra poder provar que eu sou mais do que eu nesse momento tô pensando o que eu sou. E repito: amigos nunca me faltaram, o ponto em que eu queria chegar era que lá, naquele colégio, eram poucos. Não confundam.
E não se preocupem também, pq eu sei que vou melhorar. Eu sei que eu sou superior a isso, e sei que o que me mantém aqui são as minhas qualidades de sonhadora e otimista. Se eu não tivesse os amigos que me apoiam e me dão a oportunidade de imaginar um futuro melhor eu não teria motivação pra seguir em frente, e se não fosse pelo meu otimismo eu nunca acharia que as coisas podem mudar. Pode estar demorando, mas eu sei que com esse tempo que eu estou me dando, eu vou melhorar e colocar a minha cabeça no lugar. E dos meus sonhos, eu resolvo depois, quando for possível. Da minha saúde eu cuido primeiro, e do colégio, ano que vem ou depois. Não adianta fazer as coisas de cabeça quente. Tava me fazendo muito mal.
No fundo, no fundo, eu sou a Bertulina, uma heroína, e tô chorando no ombro da mãe preta.
(E no fundo, no fundo, eu dou graças à Deus por saber rir no fim do dia, chorar e depois rir dos meus problemas, e ainda depois de escrever esse desabafo desgraçado, ter coragem de acabar com uma piada.)
Amo todas vocês do fundo do meu coração!
Lu
O que tá acontecendo é o que todo mundo sabe que sempre aconteceu comigo: "hey, você que não se encaixa, como você vai se enturmar?". É incrível como a ausência de pessoas queridas e verdadeiramente amigas fazem uma diferença enorme no fim do dia. Ainda mais para alguém como eu. Eu apesar dos meus momentos sozinha, gosto de estar rodeada de pessoas. Gosto de conversar e ouvir a opinião dos outros, etc. Eu sinto falta disso. Sinto falta de pessoas se interessando por mim e conversando comigo, e se importanto, me valorizando do jeito que sou. Eu há muito descobri que o importante era se amar primeiro, e sendo assim passei a gostar mais de mim. Percebi as minhas qualidades e também os meus defeitos. Lembro de uma coisa que nunca vou me esquecer: quando eu era menor, quando me elogiavam, eu simplesmente discordava. Não achava que era verdade, e logo esquecia. Não guardava aquela opinião pra mim e assim não fazia a minha opinião, me achando sempre inferior. Até que uma tia minha chamou minha atenção: "Quando alguém falar que você é bonita, que seu cabelo é bom, não discorde. Sorria e agradeça." Não é que as coisas ficaram mais fáceis? Eu acreditei nesse conselho dela. Apesar da distância que tenho dela agora e de todas essas coisas da vida, sei que esse foi um conselho sincero, verdadeiro. Mudou muita coisa em mim. Foi assim que aprendi a me valorizar, a analisar os fatos e chegar à conclusão de que sou mais do que eu penso. E sou tudo o que eu vou sempre ser, por isso, tenho que gostar de mim. Eu gosto de mim. Não querendo desviar do assunto, aprendi a gostar de mim e por isso nunca mais tentei ser outra coisa que eu não fosse. Gosta de mim quem gosta, não gosta quem não gosta, eu também não gosto de todo mundo e deixo claro isso. Quando não gosto, não gosto. Pra mim, é impossível ser um Aliócha Karamazov e amar tudo e ter paixão à tudo e apesar de achar algumas pessoas infelizes, não muda o seu amor por elas. E as apóia. Acho que é nessa hora que todo mundo podia ter um pouquinho de Aliócha, mesmo sendo um idiota.
Enfim, não mudei e mudei ao mesmo tempo, sei que não fui sempre assim mas que no fundo essa que sou agora sempre esteve em mim e vai sempre estar. Mas algumas características nunca mudam, principalmente em uma pessoa insegura como eu. Desde que me conheço por gente, sempre tive muitos amigos. Ponto. Os amigos que eu tenho são os amigos que eu sempre tive. Sem excessão. Estou falando dos amigos daqui. Porque quando se é mais novo, conversar sobre qualquer coisa com qualquer um é fácil. Você muito provavelmete não tem aqueles complexos do que que as outras crianças vão pensar de você, você só pensa que quer falar e fala, pronto. Amizade era muito fácil. Como já falei antes, sempre gostei de conversar, por isso amigos pra mim não era um problema. Até que a gente começa a crescer, e as pessoas começam a crescer, e você começa a pensar e formar a sua opinião, e os outros também, e começam a gostar de você, pelo que você é. E outros, começam a te chamar de gorda, e outros a zoar o seu cabelo. E outros, a nem notar você. Isso pra mim foi difícil porque eu sempre fui muito observadora, contando com o fato de não falar muito quando era deixada em paz. Eu era tímida. Sempre fui, e se a vida for realmente uma vaca preta como eu ultimamente só acho o que ela é, eu sempre serei tímida. É assim que eu sou. Apesar de me achar uma pessoa adorável na maioria das vezes, ou pelo menos suportável (viu como é bom saber se valorizar de vez em quando, hé-hé-hé), aquela sensação de não ser boa o suficiente vai estar sempre aqui dentro, e me assustar na necessidade de conhecer pessoas novas.
Isso tudo não foi um problema até eu ter que mudar de colégio, mas essa história todo mundo já tá cansado de saber. Aqueles problemas todos eu achei que já tinha resolvido, até ter que passar por tudo isso de novo. Apego material eu nunca tive, falta da minha família eu não senti, e eu nem sei dizer o porque, já que a nossa família era muito unida. Mas aí alguma coisa mudou: eu já não me sentia como antes, já não via as mesmas coisas como antes, minha insegurança tava maior do que nunca, e foi quando começou a ficar tudo pior. Não sei explicar, eu não conseguiria pôr em palavras tudo o que tá na minha cabeça: a verdade é que eu já passei madrugadas inteiras dando voltas na varanda e falando em voz baixa tudo o que tá acontecendo comigo, mas eu sou infeliz a ponto de não ter ninguém perto pra ouvir, e não ter uma caneta e um papel pra escrever. Esses momentos passam e eu me esqueço de todas as conclusões que eu chegava, e assim até agora. Por isso não vou entrar em detalhes, até porque com as pessoas que realmente importam eu posso conversar sobre isso, agora o resto acho que isso já é o suficiente. O que acontece comigo é que eu não consigo sair de casa pra ir pro colégio. Quando disse que tava acontecendo tudo de novo, é pq eu tive que mudar de colégio esse ano e simplesmente não me adaptei. Aquela que não se encaixa, não se adaptou. Ano passado, não sei bem o porque - talvez porque eu estava mais preparada, sabia que tinha que mudar desde junho do ano anterior - foi tudo mais fácil. Fiz amizades e gostava do colégio. Mas tive que mudar de novo.
E aí, começou tudo de novo. Já comecei faltando, pq na primeira semana de aula eu não tava matriculada em lugar nenhum. Depois, era uma batalha interna todas as manhãs para simplesmente ir tomar banho e sair para pegar o ônibus e ir pro colégio. Quando eu chegava lá, nada demais acontecia. Era normal. Passei as primeiras semanas sozinha, lanchando sozinha, mas isso não me deixou mal. O que me deixou mal eu nem sei o que foi, talvez a impressão de que tudo tava se repetindo e que o que nos deixou assim não acabaria tão cedo, ou o medo de ter que passar por isso ainda outras vezes. Não sei, mas me fez um mal tão grande. E o apoio das pessoas me faltou, porque do jeito que sou, não falei com ninguém e quase ninguém veio falar comigo. Verdade que conheci pessoas maravilhosas, mas também conheci as pessoas mais repugnantes que eu poderia ter conhecido. Pessoas que não me conheciam, não se interessavam em me conhecer, e mesmo assim me incomodavam pelo simples prazer de incomodar. E eu sabia que não era só comigo. Mas como já disse, não foi isso que acabou comigo: eu logo na mesma semana consegui esquecer e não me deixei levar, depois de um tempo até pararam de mexer comigo dessa maneira. Mas a luta interna continuava, e depois das férias de julho, tava muito pior. Eu não sei em quantas aulas eu fui, juro que não. Em pouco menos de dois meses de aula já, eu devo ter ido em apenas umas 15, contando com a semana de prova que eu não falto.
Não peço pra me entenderem, não me entendo também: era um inferno pra sair da cama, ou pra ir pro banheiro, pra sair de casa. Já fui capaz de sair de casa e me esconder no andar de cima, mas não ir pro colégio e dizer que eu fui, só para minha mãe não se estressar mais. Isso aconteceu há duas semanas atrás, e no dia seguinte, faltei de novo, e chamaram minha mãe ao colégio. Segunda era dia de prova, e eu sei que se eu faltasse eu não pisaria no colégio de novo. Sabe o que é passar toda a noite com ataques de ansiedade e não conseguir dormir? Quando eu dormi, dez minutos depois já tava na hora de levantar. Não fui. Tive uma segunda chance, me deram a oportunidade de fazer a segunda chamada do dia na semana que estamos agora, e o resto das provas eu podia fazer aqui em casa. Mas depois, eu teria que voltar lá, é claro. Eu não teria aula particular, isso já é demais ha. Fiz na terça as provas do dia, morri estudando de madrugada, mas os outros dias simplesmente não consegui.
Digo novamente: não quero que vocês entendam, isso não tem uma explicação tão fácil assim. Só é difícil pra mim porque é a segunda vez que isso acontece e podem me entender de maneira errada. Eu não sou vagabunda e não sou uma inútil, a ponto de perder outro ano assim, ainda mais faltando tão pouco tempo. Eu só preciso ter um tempo pra mim, pra colocar a minha cabeça no lugar, pra fazer o que eu gosto e pra poder provar que eu sou mais do que eu nesse momento tô pensando o que eu sou. E repito: amigos nunca me faltaram, o ponto em que eu queria chegar era que lá, naquele colégio, eram poucos. Não confundam.
E não se preocupem também, pq eu sei que vou melhorar. Eu sei que eu sou superior a isso, e sei que o que me mantém aqui são as minhas qualidades de sonhadora e otimista. Se eu não tivesse os amigos que me apoiam e me dão a oportunidade de imaginar um futuro melhor eu não teria motivação pra seguir em frente, e se não fosse pelo meu otimismo eu nunca acharia que as coisas podem mudar. Pode estar demorando, mas eu sei que com esse tempo que eu estou me dando, eu vou melhorar e colocar a minha cabeça no lugar. E dos meus sonhos, eu resolvo depois, quando for possível. Da minha saúde eu cuido primeiro, e do colégio, ano que vem ou depois. Não adianta fazer as coisas de cabeça quente. Tava me fazendo muito mal.
No fundo, no fundo, eu sou a Bertulina, uma heroína, e tô chorando no ombro da mãe preta.
(E no fundo, no fundo, eu dou graças à Deus por saber rir no fim do dia, chorar e depois rir dos meus problemas, e ainda depois de escrever esse desabafo desgraçado, ter coragem de acabar com uma piada.)
Amo todas vocês do fundo do meu coração!
Lu
Labels: vida

4 Comments:
Heroína!
grande ein hehe
entao, o que eu posso dizer? que eu fico tao triste por ver que vc ta passando por essas coisas, pq eu sei o que eh isso, sofri isso tb e me sinto uma panaca, pq eu nasci pra cuidar de vc, pra nao deixar vc passar por sim. (dont ask me to explain ok) e caralho, queria ta ai om vc agorinha, andando na praia, bebendo na rua, fazendo merda.. VIVENDO caralho. mas pode esperar, anota ae. teu destino ta tracado com o meu gata. beijos te amo mto.
Uél, uél, uél. Eu nunca passei por isso. Meu problema era outro quando eu era um jovem menino, no raiar dos anos 2000. Agora, meu problema é outro problema que não é o seu problema e não é o meu antigo problema é o meu novo problema. Eita, ficou confuso. Mas é os problemas confundem a gente. (Uma coisa que eu gosto muito em você é ver piadas no que era pra ser triste, e HÁ!. Mas, mas... Nossa, muito tocante isso que você escreveu. E puxa vida, a que ponto chegou! Já dizia o Beck (ou o cara de quem ele fez um cover da música... Mas eu não sei quem é esse cara) "Everybody's Gotta Learn Sometime". And that's it, nigga (posso te chamar de nigga, né?). Você já aprendeu e tá aprendendo, o desabafo, na minha opinião foi excelente para você se sentir melhor, afinal as vezes é o unico jeito da gente deixar de se sentir sozinho. E se sentir sozinho é o fim. Você tem que ir, então vou terminar abruptamente - fim(Agora do comentário).
life sux.
but you can count on me friend, always. or in me? whatever.
Post a Comment
Subscribe to Post Comments [Atom]
<< Home